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Por que cartões sem anuidade podem ser os mais caros do mundo?

  • Foto do escritor: Vida Milhas
    Vida Milhas
  • 21 de abr.
  • 2 min de leitura

Quando alguém pensa em solicitar um cartão de crédito, é comum optar pelas opções sem anuidade. A gratuidade nessa tarifa costuma ser um atrativo com muito apelo para o público em geral.


Há até quem sente uma certa aversão à essa tarifa.


Pessoa pagando com cartão de crédito sem anuidade

“Onde já se viu pagar para ter um cartão de crédito?”, é o pensamento comum. E faz sentido, claro. Dado que geralmente já pagamos outras taxas bancárias. Como costuma acontecer com muitas coisas que não conhecemos a fundo, a gratuidade na anuidade esconde, na verdade, um grande custo para o consumidor. Ou dizendo melhor: uma grande perda.


Eu explico.


Vamos pegar como exemplo o cartão roxinho do Nubank, querido por muitos brasileiros.


A versão sem anuidade (Gold ou Platinum) é prática e objetiva. Te permite pagar suas compras até um certo limite e controle fácil pelo app.


E só.


A versão Ultravioleta, conhecida como Black no mercado, tem uma mensalidade de R$89 (ou anuidade de R$1.068). É possível zerá-la se você atender a alguns critérios, mas vamos supor que você pague essa anuidade inteira.


O cartão te dá direito à 2,2 pontos por dólar gasto. Supondo que você tenha uma fatura mensal média de R$5.000 no cartão de crédito, isso significa que, ao usar esse cartão, você receberia em torno de 2.000 pontos mensais. O valor do milheiro de pontos varia em cada programa, mas neste exemplo podemos trabalhar com uma estimativa de R$30 para cada mil milhas. Ou seja, os pontos recebidos no cartão já valem praticamente 70% da mensalidade.


Anuidade = R$1.068

Pontos gerados no ano = 24.000 (equivalente a algo em torno de R$720)


Além disso, este cartão dá direito ao acesso às salas VIP. O Ultravioleta fornece acesso à sala Mastercard GRU, sala Ultravioleta GRU com convidado e são 4 visitas por ano às salas do programa Priority Pass. Um acesso avulso do tipo pode sair em média US$ 50. Seriam em torno de 275 reais. Se você fizer duas viagens internacionais no ano, e usar a sala VIP, considerando também o ganho dos pontos, já terá valido mais a pena ter o cartão Ultravioleta, mesmo com a anuidade/mensalidade.


Lembrando que com essa quantidade de pontos (24.000) e a estratégia correta, já seria possível emitir passagens ida e volta para Porto Seguro ou Natal pegando apenas as taxas de embarque.


Quanto vale uma viagem dessa? Uns R$ 1.500, pelo menos?


Viu como nem sempre a cobrança de uma anuidade é um mau negócio?

Destaco, que ainda assim, é possível seguir uma série de estratégias para alcançar isenção de anuidade em cartões que trazem diversos benefícios. Mas é sempre importante colocar na ponta do lápis nossas tomadas de decisão.


Caso você queira entender se está utilizando o melhor cartão para os seus objetivos e usufruir melhor do sistema de pontos e milhas, de forma a viajar mais sem mudar o seu estilo de vida, fale com a gente.


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